Santiago | O caminho
No post anterior falei de toda a preparação para fazer o Caminho de Santiago. Planear, escolher etapas, marcar alojamentos, pensar na mochila, nos ténis, na roupa, na alimentação… enfim, tudo aquilo que uma pessoa controladora e ansiosa por natureza consegue controlar antes de sair de casa. Mas há uma coisa que não se consegue planear: o Caminho propriamente dito! E foi aí que começou a verdadeira aventura. Começámos em Valença do Minho, nas muralhas, com a sensação de que estávamos mesmo a começar qualquer coisa importante. Acho que começar em Portugal teve um significado especial. Estávamos ali, junto à fronteira, e sabíamos que, a partir daquele momento, era só seguir as setas amarelas. E seguimos. No primeiro dia, confesso que estava muito entusiasmada. Também estava convencida de que tinha tudo muito bem pensado e que, portanto, nada podia correr mal. É claro que isto é uma ilusão. O Caminho rapidamente nos mostrou que, apesar de todas as etapas estarem planeadas, há c...