caminho de Santiago | A preparação

Em agosto deste ano, finalmente concretizei o sonho de fazer o caminho de Santiago.

Para garantir que corria bem, foi preciso planificar e preparar de forma minuciosa o que era passível de ser planificado e preparado.

A escolha do mês de agosto, não foi à toa. Em agosto, a probabilidade de chover é baixa e isso foi um ponto muito importante. Para além disso, a roupa de verão é muito menos pesada e numerosa que a roupa de inverno, outro ponto a favor para agosto! Ah! E também é o mês que estou de férias!!

Depois disto, escolhi o caminho que queria fazer. Existem inúmeros e eu optei pelo Português Central e decidi começar em Valença do Minho. E seguiram-se mais escolhas e decisões, tinha duas hipóteses nesta fase:

  • 1ª: saber onde começar e ir fazendo o caminho ao meu ritmo, ou ao ritmo do grupo que nos acompanha (no meu caso fiz com uma amiga) e ir pernoitando em albergues, públicos ou privados, uns dias andar 5 km, e em outros andar 25 km conforme o humor do dia. Os albergues públicos não estão sujeitos a marcação e por isso entra quem chega primeiro, pelo que pode acontecer, uma pessoa chegar e não ter lugar.
  • 2ª: saber onde começar, ir com as etapas todas programadas e ir com os alojamentos todos marcados.

Obviamente, escolhi a segunda hipótese, ou não seja eu controladora e ansiosa por natureza. Outra decisão que tomei, foi o não ir para albergues e ficar em hotéis ou airbnb, conforme as terras onde ficámos. Gostei de todos os alojamentos, à exceção do último em Santiago. De todos, seria o único que não repetiria. Todos os alojamentos foram estrategicamente marcados de forma a ficar perto do caminho e perto de supermercados. Para mim, a alimentação saudável é uma prioridade e os restaurantes não me convenceram.

As etapas que escolhi fazer foi:

  • Valença do Minho  até  O Porrino - queria muito começar o caminho ainda em Portugal para poder passar a fronteira. O caminho começa nas muralhas de Valença e por isso é uma forma meio mágica de iniciar esta jornada. Na primeira noite ficámos (em Valença) no hotel ValFlores e em O Porrino ficámos no apartamento SendaSur.
  • O Porrino até Rendondela - Em Redondela ficámos no apartamento Marina A5.
  • Redondela até Pontevedra - Em Pontevedra ficámos no hotel Madrid.
  • Pontevedra até Caldas de Reis - Em Caldas de Reis ficámos no hotel O Cruceiro.
  • Caldas de Reis até Padron - Em Padron ficámos num mini apartamento muito simpático chamado El Naranjo.
  • Padron até Santiago - Em Santiago ficámos num Hostal chamado Forest (muito perto da catedral).

 

Outra decisão importante: a mochila.

Podemos andar sempre com a mochila ou contratar uma empresa que a transporte de alojamento em alojamento. Eu decidi andar sempre com a minha mochila. É importante que a mochila tenha o mínimo de coisas possíveis e tenha mais ou menos 10% do peso da pessoa que a transporta. A minha, com a garrafa de água cheia, pesava quase 6 kg, um pouco acima daquilo que era suposto.

Provavelmente, não era o conteúdo, porque levei o mínimo de tudo. Foi mesmo a mochila escolhida.

No ano passado fui para Itália e levei uma mochila cheia, cheia, pesada, pesada e sofri bastante, no dia em que fui e no dia em que cheguei. Este ano, achei que era útil levar uma mochila com rodas. Pensei que no caminho não iria utilizar as rodas, porque é sobretudo floresta, mas em certas ocasiões podia dar jeito. E até deu. Só que a mochila propriamente dita é mais pesada que uma mochila sem rodas. 

O que levei dentro da mochila: roupa para 3 dias e ia lavando no alojamento (3 t-shirts + 3 calções + 3 pares de meias), a camisola do Sporting (para a última etapa), roupa interior para todos os dias, pijama,  sapatos para andar depois das etapas, protetor solar (levei demasiado), um talher de viagem, produtos de higiene básicos (poucos porque como ia ficar em hotéis tinha acesso a esses produtos), pensos rápidos, pensos para bolhas, gel para dores musculares, garrafa reutilizável de água, café solúvel em doses individuais (imprescindível em qualquer viagem que faça). Ao longo das etapas tinha sempre comigo alguma comida (embora pouca, sempre pesava).

Outra coisa importante e prioritária são os ténis com que vamos caminhar. Ingenuamente achei que, para além dos ténis, se calhar também podia fazer o caminho com uns sapatos confortáveis que uso para caminhar. Não! Para os caminhos de Santiago é melhor investir nuns ténis de caminhada. Aconselha, quem sabe, que devemos usar uns ténis que já tenham uso e sejam confortáveis. Cometi esse erro, levei uns ténis novos que comprei nas vésperas e que só calcei uma vez (quando os experimentei). Por acaso, correu bem! Eram muito confortáveis não me magoaram, mas podia ter sido a morte da artista!

Não esquecer o passaporte ou credencial do peregrino. Para quem quer ficar num albergue público é obrigatório. No meu caso podia ter abdicado da credencial, mas como não sabia como ia correr foi importante a sua aquisição, é uma segurança caso, por algum motivo não se cumpra a etapa e precise de usar um albergue público.

Comprei uns dias antes de ir, através do site: https://caminhoportuguesdesantiago.eu/. Demorou dois dias a chegar. A credencial também pode ser adquirida na sé de Lisboa ou do Porto e provavelmente em outros locais. Para provarmos que estamos a fazer os caminhos, a credencial tem de ser carimbada pelo menos duas vezes por dia, durante o percurso efetuado.

 

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Depois de tudo planificado e organizado. Foi fácil!

Foi só seguir as setas! 

Se quiserem saber mais sobre cada uma das etapas deixei um pequeno resumo nos destaques do instagram.

Buen Camino!

 

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